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2016 vai ser melhor?

Essa era a pergunta que eu sempre fazia em 2015 para economistas e me surpreendia toda vez que a resposta era otimista. E passado dois meses de 2016, tenho cada vez mais convicção de que esse discurso não tem fundamento.

As projeções do próprio Banco Central levam a crer que este ano não será nada fácil. O governo continua com a velha política de maquiagem dos números oficiais, querendo que a população acredite que o corte modesto de alguns bilhões de reais no orçamento, que afetam diretamente áreas importantes como saúde, educação e mobilidade urbana, vai resolver essa crise financeira toda. Pior, apostam todas as fichas em um novo imposto, na verdade a velha CPMF, que ainda não foi apreciada, quanto mais aprovada no Congresso.

O governo comemora, por exemplo, a redução nas contas de energia. Mas era de se esperar, já que o período chuvoso já começou e as hidrelétricas votam aos poucos a funcionar e as termelétricas começam a ser desligadas. Mas e quando a seca chegar? Toda essa crise é o resultado de apostas eleitoreiras erradas, que só serviram para iludir a população e pior, endividá-la. Termino aqui com as palavras de um economista menos otimista, “2016 já está contratado”. Esperemos então 2017. Ou 2018 quem sabe.

 

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Allan Faustino

Jornalista, apresentador e editor chefe do Jornal União Brasil. Acompanha o cenário político de Brasília, comenta também os assuntos dessa área no Ceará e em Fortaleza. Tem uma coluna de política no jornal chamada "A Pauta é Política", com a análise diária das principais notícias de política e de seus bastidores.


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